Quem inventou a moeda?

A invenção da moeda é algo que ainda hoje não podemos afirmar com certeza, sem incorrer a pequenos erros ou omissões. Atribuir a uma só pessoa ou civilização, a criação da moeda não seria totalmente certo, o surgimento ou “descoberta” foi consequência de um logo processo de amadurecimento do que chamamos de “transações entre as pessoas e os povos”.

Moeda em formato de faca – Retirada da Internet.

Uma das correntes conhecidas aponta a China como responsável pelo inicio da cunhagem das moedas que temos hoje. Acontece que no período Chou (1122-256 a.C) que nasceram as moedas de bronze com formas variadas como peixes, chaves, facas, conchas e até mesmo enxadas. As formas das moedas vinham das mercadorias e objetos que possuíam valor de troca e nelas eram gravadas a autoridade emitente e o seu valor. Foi no final dessa dinastia que surgiu o ouro monetário (Yuanjun), onde tinha uma forma de um pequeno lingote com o sinete imperial, foi também nessa época que surgiram as moedas redondas de bronze, com um furo quadrado no centro. O povo chinês é o legitimo criador do papel e moeda, disso não há dúvidas.



Indo para a Grécia vemos uma outra vertente da criação, a partir do século VII a.C veremos moedas sendo cunhadas com figuras de animais, plantas e objetos úteis ao homem. A moeda primitiva mais famosa era a coruja, o Pégaso e a tartaruga.



As tartarugas foram as primeiras moedas a serem cunhadas, seus exemplares mais antigos são de 625 a.C. e durante um século foi a moeda mais forte na Grécia, essas moedas representavam Egina, empório comercial do Peloponeso e eram mais valiosas que as corujas, valiam 2 dracmas (dracma: unidade de moedas de prata).

Os protos vinham em seguida na ordem de valor monetário, eram cunhados em Corinto, traziam a impressão de um Pégaso e podiam ser dracmas ou estateres (O estater era a unidade da moeda de ouro).

As corujas, cunhadas em Antenas, eram as menos valiosas entre as três, valiam uma dracma ou um estatere. Por volta de 545 a.C., Atenas cunhou uma moeda esplêndida no valor der de 4 dracmas, a tetradracma. Essas moedas estão entre as mais belas dos tempos antigos e por quase 200 anos não sofreram nenhuma modificação. Após a vitória da batalha de Salamina, contra os persas, os atenienses cunharam uma moeda no valor de dez dracmas, o decadracma.

Há uma vertente também que afirma terem sido os reis da Lídia, na Anatólia a serem os primeiros a forjá-las; eram pequenas moedas com um formato irregular, porém arredondadas, em uma liga de âmbar natural, de origem aluvional (prata e ouro). No anverso, foi cunhada uma cabeça de leão e no reverso, uma marca de garantia do emissor.

Coube também a um rei lídio, Creso, dono de uma imensa fortuna, a primazia, em 550 a.C., criar as primeira moedas de ouro e de prata. O rei persa Dario, conquistador da Lídia, adotou o seu sistema monetário, tendo sido a primeira personalidade a ter o seu retrato cunhado em moedas, em 330 a.C.; os chamados dáricos, de ouro, quanto os siclos, de prata, traziam no anverso a imagem do rei com o arco e o cetro.

A verdade é que não temos uma definição positivada de qual civilização cunhou a primeira moeda, por isso, seguiremos mostrando todas as vertentes conhecidas até hoje.



7 comentários

    1. Temos uma divergência aqui diz os historiadores que o dracma foi crida a 525 a. c e aqui diz que as tartarugas foram criada em 625 a. c. e tinham o valor de 2 dracmas, alguém pode explicar?

      1. Excelente dúvida, mas o Dracma antes de ser sistema monetário foi unidade de peso na Grécia antiga. Então eu posso tanto falar do dracma como moeda quanto posso pegar uma moeda mais antiga, caso do Stater de Aegina e dar o seu peso através do dracma.

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