Tônia Carrero e a efígie da república

Tônia Carrero em 1952 no filme “Apassionata”. Foto de Itaú Cultural.

Recentemente em nosso Instagram, alimentando a coluna “moeda do dia“, fizemos uma pequena homenagem à atriz Tônia Carrero que faleceu no dia 03 de março de 2018 após passar por um procedimento cirúrgico na clínica São Vicente no Rio de Janeiro. Depois de muitos compartilhamentos no Facebook houveram alguns comentários que diziam não acreditar em tal fato, e isso não aconteceu somente na publicação da Numismática Castro.

Achei importante essa pequena homenagem por dois fatos, primeiramente que minha mãe é uma fã dessa atriz e muito eu ouvi falar sobre ela durante minha vida, acompanhei pouco o seu trabalho principalmente por não ser fã de televisão, mas me lembro de alguns de seus trabalhos como seu curto papel em Senhora do Destino, por exemplo. Em segundo lugar Tônia eternizou seu rosto em nossa moeda e seu nome será lembrado também aqui, na numismática.



As moedas que receberam o rosto de Tônia Carrero são as seguintes: 50 Cruzeiros de 1965, 1 Centavo cunhado de 1967 à 1975, 1 Centavo da série FAO cunhado entre 1975 e 1978, 2 Centavos cunhado entre 1967 à 1975, 2 Centavos da série FAO cunhado entre 1975 e 1978, 5 Centavos cunhado de 1967 à 1975, 5 Centavos série FAO cunhado entre 1975 e 1978, 10 Centavos cunhado de 1967 à 1979, 20 Centavos cunhado entre 1967 à 1970, 50 Centavos cunhado entre 1967 e 1979 e 1 Cruzeiro cunhado de 1967 a 1978. Também houve uma nota de 1 Cruzeiro com a mesma efígie destas moedas.

Efígie da República gravado por Benedicto Ribeiro. Foto do Instagram @ednilson.araujo

Devemos entender que não podemos afirmar que é Tônia Carrero nessas moedas, sempre será a efígie da República, acontece que o gravador Benedicto Ribeiro, responsável por tal arte, se inspirou no rosto da atriz para desenhar então a efígie da República. Prefiro ser um pouco repetitivo mas deixar esse tópico bem claro.

Temos algumas declarações sobre esse fato, uma pela própria atriz que disse ter ficado envaidecida com a homenagem, confirmando a mesma em 1996 para a Folha de São Paulo e novamente em 2000 na Revista IstoÉ Gente.

O Artigo oitavo do sexagésimo quinto boletim numismático da Sociedade Numismática Paranaense, tratando do curioso, e diga-se de passagem polêmico, caso da numismática Brasileira conhecido como “Bromélia”, nos trás um pequeno tópico que trata sobre esse assunto, uma vez que a efígie da república que consta nessa moeda também é a do Mestre Benedicto Ribeiro, que segue:

E a efígie da República? Ela já havia sido usada em moedas dos anos 1970. Qual o motivo de usá-la novamente?

Essa efígie era unanimidade entre todos os artistas da época como a mais bela de todas. A obra é do gravador numismata Mestre Benedicto Ribeiro, admirado por toda equipe. O perfil que inspirou ele foi o da jovem e belíssima atriz Tonia Carrero.

Lembrando que o citado texto foi escrito pelo numismata Emerson Pippi, o artigo de origem trata, como disse anteriormente, sobre o caso bromélia e pode ser lido CLICANDO AQUI.

Mesmo que ainda reste duvida para alguns, um texto assinado por uma das mais tradicionais sociedades numismáticas do Brasil é prova mais do que suficiente para acreditarmos em tais alegações. Enfim, esse não é um caso novo nos corredores numismáticos e algumas pessoas próximas ao Gravador também já confirmaram esse caso.



Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.