“Série Coleções” uma obra que será um marco na numismática brasileira

Após vivermos dois anos extremamente difíceis, onde a pandemia da COVID-19 frustrou muitos planos, atrapalhou muitas vendas e cancelou quase que integralmente os eventos numismáticos nacionais, começamos 2022 já com uma boa notícia! Isso em razão do anúncio feito por meus amigos numismatas Edil Gomes e Alexandre Costa, reconhecidamente dois grandes nomes da numismática nacional, que neste ano teremos o lançamento de uma série de livros incríveis, a Série Coleções.

Surge uma abordagem totalmente nova no cenário nacional, onde teremos não a publicação de apenas mais um catálogo mas sim de uma obra totalmente ilustrada de moedas nacionais abordando em cada livro um tema específico. Mostrando através de imagens e não números e códigos, moedas e suas variações, em uma qualidade de imagem muito superior ao que vemos com frequência.

A Primeira coleção, onde inicialmente, será dívida em 7 livros, será do numismata Irlei Soares das Neves, um comerciante e exímio colecionador com pelo menos 40 anos de experiência e claro, sabido por todos que tem uma das, senão á maior coleção numismática nacional da atualidade.

Como de costume, meu amigo Edil Gomes nos concedeu uma exclusiva sobre o lançamento e você terá acesso a entrevista logo abaixo. Como também não poderia faltar CLIQUE AQUI para já garantir sua obra em pré-venda pelo site da Numismática Castro e iniciar assim sua coleção!



1 – O que é o projeto coleções?

É uma forma de mostrar grandes coleções que pelo tamanho seria impossível expor de forma clara e organizada. O primeiro nome que surgiu foi do Irlei Soares da Neves, co-autor do Livro das Moedas do Brasil, comerciante e colecionador há mais de 40 anos e que hoje é considerado o maior colecionador particular de moedas e cédulas do Brasil. Aliado ao Alexandre Costa, numismata e hoje referência em 960 Réis e moedas de prata, que fez todo o trabalho fotográfico da coleção, se tornou possível esse grandioso projeto. A série não trará valores das peças, mas terá classificação por ano, tipo e quando possível pelo número de catálogo tornando-se uma ótima ferramenta de pesquisa.

 

2 – Quando falamos de erros o Manual de Erros em moedas já é referência nacional, fala pra gente qual é a diferença do Manual para o livro da série Coleções?

Sabemos que as moedas com erros, principalmente as moedas do Real, até pela facilidade em se conseguir circulando, tem sido a porta de entrada para novos colecionadores que se interessam pela numismática. Pensando nisso e para que tivessem uma referência, elaborei e lancei o “Manual de Erros em Moedas” e posteriormente junto com o Lucimar Bueno o “Catálogo Ilustrado Moedas com Erros”, ambos em sua segunda edição, apesar de ter outros livros e artigos sobre numismática, esse tema realmente me marcou como referência. Falando sobre a diferença, a proposta do Manual de Erros em Moedas foi de mostrar como é feita a cunhagem das moedas e quais os erros possíveis e classificados e principalmente quando ocorrem, conhecendo isso, ficou mais fácil separar o que era falso ou adulterado e isso foi um salto para os colecionadores. Sabemos que um dos maiores problemas que afasta novos colecionadores é quando eles investem no colecionismo e percebem que foram enganados. Já a série coleções, foi uma forma de mostrar em fotos em alta resolução e pouco texto, a moeda para se comparar, saber o que existe. Muitos catálogos por exemplo apresentam a descrição de determinadas moedas e principalmente variante, mas não trazem a imagem comparativa, então o livro vai ser um aliado a esse estudo além de mostrar a riqueza da coleção de moedas do Brasil.

3 – A gente sabe que o Irlei tem uma coleção monstruosa, o Alexandre Costa é outro monstro da Numismática Nacional, o projeto coleções terá a coleção de outros brasileiros?

No Brasil sabemos que as coisas mudam da noite para o dia, então com o pé no chão imaginamos sete volumes da série, que são: Erros e Anomalias, 640 Réis, 320 Réis, 160 Réis, 20/40 e 80 Réis, Série Jota, Provas e ensaios. Mas como disse, a coleção do Irlei é muito grande, ele tem a coleção mais completa de 960 réis de variantes e recunhos, cobres do Brasil, coleção completa de todas as cédulas do Brasil, fichas e outras que podem ser desmembradas. A ideia seria dar sequencia sim, por exemplo de 960 se separarmos todas as variantes, daria vários livros, mas teríamos a mais completa obra visual dessas moedas, então o projeto é sim de continuar com a coleção do Irlei e também quem sabe iniciar o mesmo projeto em outras coleções que iriam completar a série, eu vejo como um marco na numismática Brasileira essa obra, e ela em si já é uma coleção, que pelo número limitado da tiragem, em pouco tempo se tornará uma obra essencial e difícil de se conseguir.

4 – Eu pelo menos sempre penso de modo comparativo, até pra julgar a qualidade mesmo, vejo sempre livros desse porte mas para coleções que irão a leilão em grandes casas de leilões, esse também é o projeto da Coleções?

Já existiram grande coleções do passado que não foram registradas e quando foram vendidas, acabaram sendo desmembradas para outras ou museus, interessante que hoje lembramos de quem deixou algo escrito, não lembramos de tal colecionador por ter tido uma coleção enorme. O Irlei nunca pensou em vender a sua coleção, mas vai ser uma forma de no futuro ser lembrado dessas moedas reunidas num único lugar e também servirá como fonte de pesquisa. Tanto que nesse material não constará valor das peças tendo o intuito de pesquisa.

 

5 – A gente sabe que será uma série né, fala um pouco mais do que a gente pode esperar dos outros volumes?

Eu vi várias fotos das outras séries e para se chegar nessa seleção foram várias reuniões, o Alexandre Costa ainda passa vários dias na casa do Irlei fotografando e selecionando a melhor peça, depois tem o trabalho de classificação e editoração, é um trabalho que vem sendo feito não é de hoje, então não foi apenas fotografar e colocar no livro. Hoje mesmo disse, quem vê pronto, não sabe o trabalho que dá. E é isso que queremos levar aos colecionadores, mostrando o que de melhor existe na coleção de moedas do Brasil e mesmo para o exterior, a série já despertou a atenção e fechamos um contrato de publicidade com a Heritage Auctions e uma empresa de Portugal, visto o tamanho desse projeto. Falando o que o leitor vai encontrar na série, basta dizer que a coleção do Irlei, foi formada em 40 anos e na compra de mais de 50 coleções fechadas em que as principais peças foram selecionadas para sua coleção pessoal. São muitas peças até então inéditas que agora poderão ser apreciadas por todos.



6 – Fazer um livro de capa dura foi uma excelente decisão, é um livro de coleções para colecionadores, vocês acham que a republicação é uma possibilidade ou vão jogar “a matriz de cunho” fora após as 1000 impressões?

Quem já fez um livro ou pensou em fazer e foi atrás, sabe que o custo operacional é muito alto, seja nas fotos, pesquisa e composição, depois a impressão gráfica. Pois bem, na série coleções não será diferente, vamos pensar numa tiragem e olhar para frente nos outros volumes, por exemplo se um comerciante comprou 200 livros e quiser guardar, vai ser o fundo de investimento dele, pois não vamos depois da impressão fazer nova tiragem, por isso abrimos a opção da pré-venda, onde o colecionador poderá reservar e não correr o risco de ficar sem. Sabemos que qualquer item quando some do mercado a tendência é ter o seu valor elevado e acredito que não será diferente com essa série. Fazer uma edição de luxo com capa dura foi o mínimo que poderíamos propor para esse grande projeto. Outra novidade é que disponibilizamos um espaço no final do livro para empresas do ramo, assim o colecionador terá uma referência para compra, venda e avaliação.

7 – Pra encerrar, novamente, a gente sabe que o Irlei possui um dos maiores acervos de numismática do país, teremos peças inéditas neste livro?

Muitas peças inéditas com apenas um ou poucos exemplares, mesmo moedas mais comuns, mas em ótimos estados de conservação onde dará para ver cada detalhe da peça, são peças realmente selecionadas, um acervo que nem museu possui, por isso optamos por uma obra mais visual com pouco texto, mas sempre classificado e organizado para que seja uma fonte de pesquisa, então a série vai ser tanto para o iniciante, quanto para o colecionador mais avançado. Não quero gerar a expectativa, mas será uma série de livros que não vão poder faltar para qualquer nível de colecionador e a proposta é lançar quatro por ano, sempre nos encontros e Congresso da SNB, vai ser muito trabalho daqui para frente para levar sempre o melhor, mas já estamos sentindo uma ótima receptividade.

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PRÉVIA DO QUE VEM POR AÍ!



André Luiz Padilha

Graduado em direito com especialidade em meios alternativos de soluções de conflito e atualmente é estudante de História. Colecionador de moedas desde 1997 e numismata desde 2011. É um ativo divulgador da numismática nacional publicando diversos artigos e estudos por dezenas de plataformas, presta serviços como avaliador e consultor em pelo menos 9 países, também é o fundador da Numismática Castro, do CNERJ e do canal Café e Numismática. É sócio da American Numismatic Association (ANA)

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