Cart

Considere as seguintes questões:

Selos e Cédulas são ambos feitos geralmente em papel. Logo, o que vale pra um, também vale para o outro, e também para qualquer material colecionável feito em papel, tal como apólices, documentos antigos, etc.

folha de um álbum de folhas de plástico pvc para guardar moedas.

Álbuns em PVC, geralmente, custam até 80% menos que um material de boa qualidade.

Leuchtturm, assim como outras marcas de primeiríssima linha que produzem álbuns e acessórios para filatelistas e numismatas, tais como Lindner, Hawid, Prinz, SAFE, Importa, Yvert et Tellier, Stanley Gibbons, KABE, Scott, etc, utilizam uma espécie de plástico denominado POLIÉSTER (PET), também chamado pelos nomes fantasia de “Mylar” ou “Rhodhoid”, dependendo do país. Esse tipo de plástico foi desenvolvido especialmente a pedido de museus de arte, para acondicionar documentos valiosos/históricos sem que o tempo as deteriore. Algumas dos fabricantes supracitados também utilizam o POLIPROPILENO (PP), que tem qualidade semelhante. Tanto a PET quanto a PP são totalmente inertes, não se alteram com o tempo. Não mudam de cor, não começam a rachar ou “craquelar”, não liberam ácidos, não vão ressecar. E por isso mesmo, custa caro.



Marcas mais “populares”, de origem nacional, de origem chinesa, ou de origem duvidosa, etc, utilizam materiais inferiores, e por isso custam bem menos. No geral, utilizam um plástico denominado POLICLORETO DE VINILA (PVC), repleto de aditivos químicos que o tornam o plástico mais flexível (mais mole) que o PET e o PP descritos acima. De todos os tipos de plástico, esse é o pior plástico possível pra se armazenar cédulas, selos e moedas, ou qualquer objeto de coleção, pois não é inerte.

A lenta degradação natural da celulose dos papéis de selos e cédulas, os vapores das tintas neles impressas, os metais das moedas, todos interagem quimicamente com o PVC, que passa a liberar HCl, ou seja, ÁCIDO CLORÍDRICO, o mesmo ácido que temos no estômago pra digerir alimentos. Nem preciso dizer que isso é sinônimo de desastre à vista. O HCl é extremamente ácido. O H+ em contato com a peça de coleção, mais o O2 (oxigênio) mais o CO2 (Gás Carbônico, encontrado em abundância na atmosfera, e mais ainda no ar de cidades poluídas) vai causar o amarelamento das fibras de celulose nos papéis, e o famoso ”verdete” nos metais. É fácil verificar o processo, e é rápido, com poucos dias de armazenamento já é possível averiguar que todo o design da moeda já começa a ficar como que ”impresso” no plástico, com uma camada branca. Pra piorar, o Cl- em contato com umidade atmosférica forma ácido hipocloroso HClO, e daí pode sair de tudo, até mesmo ácido clórico HClO3. Ou seja, estamos atacando a peça de coleção com Di-Hidróxi-carbonato de Cobre-II (nas moedas com cobre na liga), como também com os ácidos clorídrico, hipocloroso e clórico.

Isso em papéis causa o amarelamento e ressecamento das fibras de celulose, tornando o selo ou cédula quebradiço, até esfarelar por completo com o tempo. A tinta impressa no selo/cédula também começa a desbotar fortemente. As folhas de PVC dos álbuns se tornam amareladas, grudentas, ressecadas e quebradiças.

Já nas moedas, os danos causados pelo PVC se apresentam como uma gosma verde, cinza ou leitosa, e às vezes se apresenta nas peças como manchas. As moedas de Cobre são as mais suscetíveis aos efeitos ácidos do PVC, seguidas das de Prata, Ouro e Platina. Se eram flor de cunho, o prejuízo será grande, pois as peças estarão arruinadas para sempre.

Há um detalhe importante: Uma vez que uma moeda danificada por PVC entra em uma coleção, o resíduo de PVC daquela única moeda pode se espalhar para as demais, como um vírus. Por isto, é fundamental evitar adquirir moedas com danos de PVC. Manchas esverdeadas ou cinzentas, ou algo parecido com um “pó branco” são os sintomas claros.

Moeda de 1 escudo de portugal com danos severos de pvc, vários escurecimentos e manchas verdes pela moeda.

Moeda Flor de Cunho armazenada em PVC

Moedas com superfícies limpas ou polidas, também devem ser evitadas, pois talvez tenham sido esfregadas justamente para remover resíduos de PVC. Esta, aliás, é a razão principal pela qual as moedas limpas ou polidas deixaram de ser bem vindas na numismática mundial, exceto em determinadas casas numismáticas antigas instaladas no Brasil. Pelo mesmo motivo, os numismatas devem eliminar de suas coleções quaisquer moedas que exibam sintomas de contaminação. Alguns resíduos de danos iniciais causados por PVC podem ser eliminados das moedas lavando-as com acetona 100% pura por cerca de 30 segundos, porém os efeitos deletérios do PVC são irreversíveis. Para papéis (selos e cédulas) não há remédio, a não ser o lixo.

Por desconhecimento ou má-fé, os vendedores tentam empurrar cédulas manchadas com o eufemismo de “manchinhas do tempo”. São danos causados por PVC, em sua maioria, e tais peças não devem entrar em coleções sérias. O problema é tão grave, que as empresas de classificação de moedas não aceitam peças que contenham até mesmo os menores vestígios de danos causados por PVC, e os selos contaminados por PVC, por estarem desbotados e com papel quebradiço, desvalorizam no mínimo 90% para o caso de selos caros. Os baratos e comuns, vão direto ao lixo.

“Leuchtturm ou outras marcas de qualidade são muito caras”. Depende do que você vai por dentro dos álbuns. São moedas circuladas, baratinhas, comuns, que se compram nas ”bacias das almas” das feiras numismáticas, vendidas ao kilo? Ou são moedas flor de cunho, caríssimas? São cédulas ou selos comuns, ou são cédulas e selos flor de estampa, mint, de maior valor? Se suas peças valem muito mais que o álbum, então não é caro.

Uma forma de “economizar” é utilizando envelopes para as moedas, de preferência feitos com papel acid-free, com envoltório em papel vegetal, igualmente acid-free, seguindo o «Método Bulgarelli». Este método, porém, tem a desvantagem de ser necessário desembrulhar cada peça para visualizar a coleção.

Siga as instruções dos especialistas e das autoridades no assunto. Aqui há um artigo específico sobre ”selos e plásticos” com suas devidas interações químicas explicadas em detalhe, criado por Roger Rhoads, do comité de preservação e cuidados de materiais filatélicos da American Philatelic Society, dos EUA: Você poderá acessar o material em inglês CLICANDO AQUI.

Espero que este texto o faça repensar o armazenamento de sua coleção.

Conte aqui se você já teve alguma experiencia negativa com o PVC. Deixe o seu comentário!




Rubens Bulad

Graduado em História com mestrado em História da Arte pela UFG. Ex-Presidente do Clube Filatélico de Mato Grosso - CLUFIMAT, de Cuiabá-MT e Secretário-Geral do CECOF - Clube Filatélico-Esperantista de Correspondência e Colecionismo, de Goiânia-GO. Filatelista desde 1994, colecionando selos postais de todo o mundo, e Numismata desde 2012, colecionando moedas da Ucrânia. Historiador, Pesquisador e Tradutor, atualmente membro da American Numismatic Society (ANS).

31 comentários

Luiz · 8 de janeiro de 2018 às 19:22

Olá, Rubens. Muito bem colocado e esclarecedor, este tipo de assunto deve ser mais comentado. Tive este tipo de problema alguns anos atrás, perdi moedas FC por colocá-las em PVC. Por sugestão de um numismata mais experiente, mudei para uma folha bem maleável que na internet é vendida como PP, para minhas cédulas. Não estou certo sobre estas folhas PP, então estou migrando para as folhas da Leuchtturm e estou muito satisfeito, mas como possuo muitas cédulas vai demorar até conseguir mudar tudo. Ainda bem que para selos sempre usei Leuchtturm. Você poderia me ajudar esclarecendo sobre estas supostas folhas de PP, mais moles que comprei? E quanto as de acetato? Muito obrigado, aguardo seu contato.

    André Luiz Padilha · 9 de janeiro de 2018 às 09:27

    Olá Luiz, Bom dia! As folhas PP podem sim ser usadas sem medo, elas são feitas de um material chamado polipropileno, muito semelhante a qualidade do PET, que é um material desenvolvido para museus. O importante é você ter um material que não libere ácidos em suas cédulas ou moedas, essa na verdade é principal preocupação que devemos ter e, infelizmente, é o erro que mais acontece.

    Rubens Bulad · 13 de julho de 2020 às 12:42

    Se as folhas são moles e tem cheiro de plástico, então são folhas ruins. As folhas boas NÃO TEM CHEIRO, e são rígidas. Custam mais caro, claro, pois é material arquivístico. Quanto ao acetato, se for tri-acetato é bom, se for di-acetato, é péssimo. E é muito difícil saber qual é qual. Folhas com origem chinesa são quase sempre di-acetato. Portanto, na dúvida, EVITE folhas de acetato.

Jhon · 14 de abril de 2018 às 06:21

Prezado(a), saberia me informr se PE Polietileno pode ser usado para armazenar moedas? Sabe me dar maiorea informações sobre os coinholder, quais papeis usar, visto que usou acid-free (couchê, cartão, offset) me indicaria algum?

    André Luiz Padilha · 14 de abril de 2018 às 18:37

    Fala Jhon, obrigado por acompanhar o nosso site!
    Vou te dar uma dica simples que vai acabar com os seus problemas, procure no facebook o Nélio da Farol Alemão, é um revendedor oficial dos produtos leuchtturm no Brasil, indico os seus produtos de olhos fechados, até por isso essa é a linha de produtos que eu uso na minha coleção.

Luciana · 12 de junho de 2018 às 00:10

Muito esclarecedor esse texto e o artigo. Onde consigo esse tipo de material ( PP ) para minha coleção?

    André Luiz Padilha · 12 de junho de 2018 às 15:11

    Olá Luciana, Boa Tarde!

    Mandei um oi para 21 988513190 no Whatsapp eu lhe paço o contato de um vendedor de confiança.

      Ladislau Brun · 18 de outubro de 2019 às 00:39

      Parabéns pelo texto muito esclarecedor.
      Gostaria de saber se moedas em FC tanto de 1 real ou de euro e também as de prata, podem ser conservadas em coin holder da leuchtturm sem algum tipo de risco de dano as moedas. Grande abraço

        André Luiz Padilha · 18 de outubro de 2019 às 09:12

        Bom dia,

        Sim, é possível, se a peça chegar até o coin holder sem receber danos ela permanecerá assim, lembrando que a indicação da empresa é que cada holder seja trocado em um prazo médio de 5 anos.

Luan Canedo · 8 de agosto de 2018 às 19:08

Muito interresante,minhas moedas ficaram guardadaa nestaa folhaa cerca de 3 meses,ai eu retirei elas e coloquei acetona em um algodao e com luvaa passei o algodao nas moedas,so nas de cobre que ainda ficam grudentas,vou ter que trocar as de 5 centavos,sabe aqueles saquinhos zip lock?sera que com a moeda la dentro aconteçe a mesma coisa?obrigado

    André Luiz Padilha · 9 de agosto de 2018 às 09:24

    Sim Luan, acontecerá a mesma coisa, a composição do plástico é basicamente a mesma.

    Procure comprar envelopes ou coin holders se você gostar de sempre ver suas moedas, são métodos eficazes e baratos de armazenar sua coleção.

Jorge · 20 de março de 2019 às 10:38

Bom dia meu caro, me tira uma duvida faz favor?
1- E sobre aquelas Capsulas de Plasticos Rigido tem problema tambem? Ex:foto abaixo

1-https://goo.gl/LuBBeY
2-https://goo.gl/AGUiEC

2- E se colocar no Coinholder de papel para depois colocar nestes plasticos mesmo sem esta com contato direto com o plastico tem problema?

1-https://goo.gl/3NvHQH
2-https://goo.gl/V7rtve

    André Luiz Padilha · 31 de março de 2019 às 23:52

    Boa noite Jorge, vamos por parte

    As cápsulas de plástico rígido não são necessariamente um problema, contudo elas não são feitas para atender as necessidades de proteção ao calor e ao tempo, então, como a moeda não “respira” dentro dessa capsula, se posta sob calor demasiado forte ou menos sob a luz do sol, pode ocasionar manchas bem feitas na moeda.

    Sobre colocar o coin holder dentro do plástico, também não recomendo, o coin holder, apesar de proteger bem a peça, não protege totalmente e dentro de plástico comum pode danificar a moeda da mesma forma que apresentada nesse texto.

    Vou te deixar uma recomendação, procure a empresa “Farol Alemão” no facebook ou no Mercado Livre, eles vendem material espefico para a preservação de moedas e o Nélio vai te atender super bem.

    Forte abraço Jorge!

naldo · 10 de junho de 2019 às 19:28

Boa noite, André! Estou pensando em comprar as folhas de acetato e fazer meu próprio álbum, pois quero personalizar do meu jeito e fica mais barato. A pergunta é essa: Posso colocar as cédulas nesse material?

    André Luiz Padilha · 22 de junho de 2019 às 11:10

    Boa Tarde, Naldo

    Apaguei o link do anuncio para que não possamos fazer propagandas indevidas aqui, não lhe aconselho ainda assim usar esse material, apesar de ser menos “perigoso” que o PVC, procure material especializado da LightHouse/Leuchtturm em polipropileno, procure pelo Nélio, do Farol Alemão, no Facebook ou no próprio Mercado Livre, ele poderá lhe fornecer um material de qualidade.

Rafael Pinheiro Aquino · 14 de dezembro de 2019 às 13:29

Boa tarde. Adorei o post. Muito esclarecedor. Mas continuo com uma pulga atrás da orelha. O acetato é indicado para conservação de cédulas? Sempre usei.

Gabriel Camargo · 26 de janeiro de 2020 às 16:41

Olá, sou um numismata novato e tenho uma pergunta.

No texto você falou: “Moedas com superfícies limpas ou polidas, também devem ser evitadas, pois talvez tenham sido esfregadas justamente para remover resíduos de PVC.”, mas se elas foram limpas e os vestígios de PVC foram retirados, ainda tem problema (desconsiderando a perda de valor)?
Além disso, esses resíduos ainda podem se espalhar mesmo que as moedas sejam guardadas em álbuns (não entrando em contato umas com as outras, portanto)?

    André Luiz Padilha · 11 de fevereiro de 2020 às 23:02

    Boa noite Gabriel, é extremamente comum que aconteça do dano voltar, não vemos uma limpeza simples como extinção total do dano.

    André Luiz Padilha · 26 de fevereiro de 2020 às 11:09

    Bom dia Gabriel, infelizmente ainda não temos nenhum registro de um “cura” ao dano por PVC, existem medidas que possam ser tomadas para que evite o alastro da doença, contudo, uma moeda limpa, pode chegar boa pra você, mas com o tempo, voltar a apresentar o dano e ainda contaminar suas outras moedas.

    Sim, dependendo do álbum o dano pode se espalhar sim, recomendo o uso de material leuchtturm, os álbuns com suporte pra capsulas quadrum são excelentes, e possuem garantia de ao menos 15 anos

    Rubens Bulad · 13 de julho de 2020 às 13:05

    Infelizmente, as moedas que tinham danos de PVC e foram limpas, já não são moedas para coleções sérias. Limpe-as com acetona 100%, e as dê a alguma criança se iniciar na numismática. Se eram Flor de Cunho, agora estão fora da escala de conservação, “Cleaned – PVC Damage”. Moedas assim, as certificadoras sequer põem em slabs. Veja o quanto isso do PVC é sério: Se você esfregar uma moeda qualquer no asfalto, até detoná-la e apagar mais da metade do design, ainda assim ela seria graduada, certificada e posta num slab. Mas com dano de PVC, é devolvida sem slab. Pra piorar, se a gosma de PVC não for limpa com acetona, a mesma irá se espalhar pras outras moedas da coleção que estiverem por perto, pois essa gosma emite gases sulfurosos (com ENXOFRE, O MAIOR INIMIGO DAS MOEDAS).

    Um outro detalhe: No artigo eu menciono que é justamente devido aos danos causados por PVC, que as moedas com sinais de limpeza deixaram de ser bem vindas na numismática mundial. Veja o quanto isso é grave, pois ao folhearmos antigos catálogos e manuais de numismática, há seções inteiras dedicadas a como limpar moedas, e receitas de limpeza e polimento para cada metal. Portanto, não sobraram muitas peças que foram deixadas realmente quietas, sem manuseio ou limpeza. Por isso a cotação de peças realmente flor de cunho tende a subir muito em comparação com uma peça “soberba”.

    Para piorar, antigamente, os numismatas mais abastados costumavam mandar fazer um móvel moedeiro em madeira de lei para armazenar as peças. É outro erro que cometeram. Esses moedeiros são lindíssimos e luxuosos, mas a madeira emite gases com o passar do tempo, especialmente falando, a lignina presente na madeira se decompõe e mancha as moedas de metais preciosos, e corrói as de metais espúrios. Muita moeda anunciada como tendo “pátina de moedeiro”, na verdade não tem pátina, e sim manchas causadas por gases contendo enxofre. São danosos às peças. Mesmo madeiras boas, como o mogno, são ruins para armazenar objetos de metal. E se forem madeiras resinosas, como Ipê, Peroba, Pinus, Eucalipto, é ainda pior. E para piorar ainda mais, forravam as gavetas com veludo. O veludo é suave ao toque das mãos, mas é uma LIXA, um BOMBRIL ENFERRUJADO para numismas. Basta observar as centenas de gravuras e riscos sobre a superfície das moedas que ficaram diretamente sobre o veludo, dando a impressão de que pequenos vermes escavaram a superfície da numisma.

    Os bons móveis moedeiros modernos são feitos em alumínio e suas gavetas em acrílico, que são materiais inertes e estáveis quimicamente.

Leandro Guimarães Ribeiro · 3 de junho de 2020 às 15:00

Olá, Rubens e André. Sou colecionador há 28 anos, mas numismata há apenas 16. Quero parabenizá-los pelo instrutivo artigo. Não só esse texto, como outros da Numismática Castro permitem aos colecionadores experientes continuar se atualizando, afinal, isso é necessário, ainda mais para quem realmente dá valor à Numismática. Quero compartilhar minha experiência no armazenamento de moedas: há sete anos adotei o uso de papel livre de ácido, importado e, hoje verifico que o resultado está muito satisfatório. Meus exemplares não apenas estão preservados, como em alguns já se vê formação de pátinas em variados tons.

    André Luiz Padilha · 3 de junho de 2020 às 15:01

    Obrigado pelos elogios e pelo depoimento, são muito valiosos para toda equipe da Numismática Castro

    Rubens Bulad · 13 de julho de 2020 às 13:13

    Armazenar moedas em envelopes de papel ACID-FREE com um envoltório em papel vegetal parafinado (que afasta toda e qualquer umidade), e por esses envelopes em uma caixa de papel igualmente acid-free, é e vai continuar a ser, de longe, o melhor método. O lado ruim é ter que desembalar cada peça ao querer visualiza-la. Para quem gosta de visualizar a coleção, recomendo usar cápsulas de acrílico, que é outro material inerte, e por uns saquinhos de dissecante silica-gel por perto.

Cristiano · 8 de julho de 2020 às 21:46

Em moedas que já ficaram armazenadas por muito tempo em PVC, qual a melhor forma de limpa-las?

    André Luiz Padilha · 8 de julho de 2020 às 22:30

    Não limpa, só joga fora mesmo.

    Rubens Bulad · 13 de julho de 2020 às 12:38

    Podes tirar o lodo, a gosma verde de PVC das moedas, usando acetona 100%. Atenção, não é aquela acetona de retirar esmalte de unhas, é acetona 100% PURA. Basta mergulhar a peça por uns 30 segundos. Vai sair tudo, porém, aquilo que o PVC já corroeu, não tem mais conserto. Se as moedas eram Flor de Cunho, agora não serão mais. Se eram moedas baratinhas, limpe-as na acetona, e as dê como presente pra alguma criança se iniciar na numismática. Pra coleções sérias, essas moedas já não servem.

IGOR · 13 de julho de 2020 às 03:00

Bom dia,
Poderia por gentileza enviar o artigo original do Roger Rhoads ? Ou um outro link ? O link original mencionado acima parece que não existe mais. Tenho muito interesse em lê-lo
Obrigado e parabéns pelo seu excelente artigo.

Rubens Bulad · 13 de julho de 2020 às 13:19

Acima, em um comentário, mencionei a questão dos móveis moedeiros em madeira, que são altamente prejudiciais as numismas, e citei que os atuais gaveteiros em alumínio e acrílico são muito melhores. Quem leu, deve ter pensando que eu estou fazendo propaganda gratuita da Leuchtturm. Faltou informar um artigo científico sobre o assunto. Ei-lo, em inglês: Recomendo enfaticamente a leitura de «The Museum Environment and its Effect on Coins (Storage and Display Materials: Problems and Solutions at The Numismatic Museum of Athens)». O texto em PDF está neste link: https://www.semanticscholar.org/paper/The-Museum-Environment-and-its-Effect-on-Coins-and-Lykiardopoulou-Petrou/f70563a06de8f75dae3289ed08d55a5b7762a2fb

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